quinta-feira, 11 de julho de 2013

O ESPORTE E A MÍDIA

O ESPORTE E A MÍDIA


Introdução
    Mesmo sabendo que não se pode estudar o esporte, enquanto fenômeno sócio-cultural, isoladamente, sem levar em conta os fatores econômicos, políticos e sociais que o influenciam, o objetivo é tentar estudar, principalmente, esse fenômeno e sua relação com a mídia, conseqüentemente, sua relação com o sistema econômico vigente, o Capitalismo.
    “Os programas esportivos são hoje, no mercado televisivo, um aliado das redes de televisão, fator importante na audiência das emissoras. Observa-se, então, um crescimento na divulgação desses programas em todo o mundo, principalmente pelo esporte espetáculo” (DURÃES; FERES NETO, 2004).
    A mídia atua na formação e disseminação da visão do esporte que é passada atualmente para a sociedade: o esporte como espetáculo, como possibilidade de ascensão sócio-econômica (entenda-se melhoria da qualidade financeira e status social), como mercadoria e consumo.
    A mídia vai atuar, de forma decisiva e importante, como principal alicerce do sistema Capitalista, produzindo e justificando como verdadeira essa idéia de esporte, “(...) já que as mídias [escrita e falada] são atualmente as principais fontes de produção e transmissão de formas simbólicas e construção de sentidos no mundo de hoje” (BETTI, 2004).
    O esporte tem sua manutenção efetivada através da influência da mídia, esta não está envolvida apenas na sua transmissão, mas também na produção, transformação e ressignificação.
A visão de esporte imposta pela mídia
    Atualmente, principalmente em países subdesenvolvidos, as pessoas não dispõem de grandes oportunidades para melhoria da qualidade de vida. Nesse ponto, o principal papel da mídia é mostrar para a sociedade o esporte como uma forma rápida, sem muito esforço e/ou prazerosa da tão sonhada oportunidade de melhoria sócio-econômica.
    A mídia aliena a sociedade ao produzir e divulgar a visão de que as pessoas conseguirão “salvação” através do esporte, ao procurar inocular que o esporte é um fator de mudança social, (...) “o sistema [“Globo-Record-Band”] de mídia têm como função basilar a criação de uma geração composta de gente passiva, gente que não pensa ou que pensa uma realidade que não é a sua realidade” (FREITAS, 1991, p. 36).
    À medida que a mídia vai promovendo mais e mais a repetição deste pensamento, a sociedade vai aceitando e encarando-o como verdadeiro. “Para tanto, a indústria midiática contribui decisivamente, pela força do apelo imagético e por seu efeito multiplicador, para que estas interpretações se tornem ‘familiares’ e sejam incorporadas à cultura esportiva” (PIRES, 2005, p. 115).
    Por sua vez, o Capitalismo impõe que as pessoas estejam sempre buscando a melhoria de sua situação financeira. Sendo assim, o papel da mídia é mostrar e idolatrar alguns pouquíssimos atletas que conseguem obter sucesso através do esporte e fazer com que estes passem a servir como modelos para outros milhões de pessoas que tentarão em vão este mesmo sucesso.
    Senão vejamos, pegando como exemplo o futebol brasileiro. Quantos jogadores existem atuando profissionalmente nos vários clubes pelo país? Quantos conseguirão jogar em grandes clubes? Quantos conseguirão se tronar famosos e ricos? Quantos conseguirão jogar em clubes europeus ou na seleção brasileira?
    Um fator importante que ocorre para este fenômeno acontecer é o valor pago nas transações (vendas de atletas, salários), principalmente no caso do futebol. São cifras milionárias, muita badalação e propaganda em cima desses jogadores. Este fato faz com que muitas pessoas desejem este sonho, no entanto, estes outros certamente não conseguirão o mesmo sucesso, mas continuarão ilusoriamente tentando. E, pior que isso, a mídia tenta mostrar que todas as pessoas têm possibilidades iguais de conseguir esse sucesso.
    Analisando a afirmativa de Kenski (1995), a autora diz que “o atleta super star é valorizado comercialmente como espaço publicitário por onde podem ser veiculadas as mensagem dos patrocinadores. Divulga-se o campeão e, junto com ele uma imagem símbolo, valorizada socialmente, de saúde, força, poder, [dinheiro, fama], vitória e prestígio”.
    Assim, a mídia, como aliada do Capitalismo, utiliza este atleta campeão como parâmetro de sucesso para a sociedade. As empresas o utilizam para fazer propaganda de seus produtos e aumentar suas vendas. Por sua vez, a população acaba procurando e comprando os produtos anunciados pelo atleta campeão. Não significa que isto não possa ou não deva de forma alguma ser feito, significa que o esporte não pode ser resumido a isso e utilizado apenas pra esse fim, apenas com interesses econômicos.
    Nesse panorama podemos destacar:
    A decisiva influência das mídias (em especial a televisão), no direcionamento de tendências da cultura corporal de movimento, com importantes repercussões para a Educação Física, entendida esta, tanto como área de conhecimento, como de intervenção profissional. São essas tendências: (I) novas esportivações - fenômeno que tende a assimilar diversas formas da cultura corporal de movimento ao modelo do esporte espetáculo; e (II) progressiva clivagem do esporte telespetáculo das demais formas da cultura esportiva, cunhada pelas mídias e pelas grandes corporações econômicas, as quais, cada vez mais, assumem o gerenciamento do esporte como espetáculo televisivo; essa tendência distancia, na sua forma (embora não no seu simbolismo) o esporte telespetáculo do esporte praticado em contextos de lazer, educação e saúde (BETTI, 2004).
    Podemos perceber que atualmente na mídia há uma predominância quase total do “Esporte Rendimento’’ (ou “Esporte Espetáculo”) em detrimento do “Esporte Saúde e/ou Social’’. Pouco se vê reportagens falando sobre os benefícios de determinado esporte para a saúde, ou, raramente se vê alguma reportagem falando sobre algum projeto social esportivo e mostrando os benefícios sociais do esporte, como inclusão, integração, socialização, fuga do mundo da criminalidade...
    Quando algo parecido com isso aparece nos programas esportivos, é alguém que veio de origem humilde e que conseguiu se tornar um bom atleta, um campeão. Assim, fala-se de sua vida sofrida, dos obstáculos vencidos e de como obteve sucesso... Apenas do conto de fadas!
    Nesse caso, a mídia afirma que qualquer pessoa pode ter sucesso através do esporte, inclusive as de origem mais humilde. Isso, sem dúvida, é pura ilusão. Um ou outro conseguem, no universo de milhões. As pessoas não têm chances iguais, principalmente as menos favorecidas economicamente. No entanto, outros inúmeros milhões de pessoas, principalmente estas de origem mais humilde, cultivarão e correrão atrás deste mesmo sonho irrealizável para ver se conseguem deixar a pobreza.
    Para termos uma visão geral da idéia do esporte no mundo capitalista e entender porque isso acontece, analisemos a afirmativa abaixo:
    A mídia televisiva se alia aos outros meios de comunicação para explorar a imagem do sucesso esportivo do momento e consumi-la como mais um produto descartável. Os patrocinadores, por sua vez, investem no sucesso destes programas - e das equipes e jogadores bem sucedidos - para divulgar e vender mais os seus produtos. Os clubes, as equipes, os jogadores e atletas, por sua vez, aproveitam as chances de aparecer diante da grande massa de telespectadores para se tornarem mais conhecidos, mais populares, garantirem patrocínio e auferir maiores lucros, é claro. Aparentemente todos lucram, todos ficam satisfeitos. A ética esportiva alterou-se do ideal de que "o importante é competir...". Transformou-se em um novo ideal em que "tão importante quanto vencer, é ser conhecido, ser famoso, aparecer, lucrar..." (KENSKI, 1995).
    Acrescento ainda que tudo isso seja passado para a população com uma idéia alienante, uma forma de espetáculo e diversão (uma nova política romana do “Pão e Circo”) para tentar amenizar os gravíssimos problemas sociais. Assim, o Capitalismo usa a mídia e o esporte para a criação, disseminação e a manutenção de uma ordem social perversa e excludente.
    Freitas (1994) diz que o sistema televisivo compõe uma trama alienante de grande magnitude, implicitamente trabalhada em aspectos puntiformes da realidade, que são transmitidos como se fosse a própria realidade. Segundo, Sodré (apud FREITAS, 1994), através da mídia o indivíduo pode ser controlado à distância, sem imediatez concreta da força física porque ele próprio se controla graças à interiorização de normas e valores que constituem a moral, os interesses, o modo organizacional da vida capitalista e que são passados através da mídia.
    O espetáculo esportivo, que antes acontecia apenas para o deleite das arquibancadas, foi globalizado. A televisão multiplicou a platéia de milhares para criar a audiência e o mercado de milhões (...). A indústria do esporte cresceu e com ela a qualidade dos eventos e dos equipamentos esportivos. Os espetáculos esportivos estão cada vez mais elaborados, cada vez mais espetaculares e, ao mesmo tempo, mais ajustados ao formato exigido pela mídia. O esporte foi metamorfoseado definitivamente pelo dinheiro. Modificou-se tudo que foi necessário para seu novo formato, desde o ideal até as regras. Uma nova equação foi produzida: espetáculo esportivo mais mídia é igual a lucros milionários (PILATTI; VLASTUIN, 2004).
    Podemos perceber que atualmente não é a mídia capitalista que se adéqua ao esporte, é o esporte que tem, por obrigação, que se adequar à mídia. Os eventos esportivos devem ser transmitidos sempre naqueles dias e naqueles horários previamente determinados, então os calendários e/ou tabelas de jogos e competições são feitos com bases nesses horários.
    Está na cobertura esportiva a chave para desmontar uma das charadas do jornalismo em televisão. (...) O telejornalismo promove – financia, organiza e monta – os eventos que finge cobrir com objetividade. É no esporte que esse fenômeno é mais transparente. (...) As técnicas jornalísticas, dentro das coberturas do esporte pela TV, são cada vez mais uma representação. Aquele espetáculo que aparece na tela não é uma notícia conseguida pela reportagem, mas uma encomenda paga (BUCCI apud PIRES, 2005, p. 115).
    A cada dia que passa, o esporte fica mais dependente da mídia e do dinheiro e vai deixando de lado suas características essenciais e benefícios para se adequar ao mundo capitalista. Ele vai ficando em segundo plano diante do que as pessoas julgam mais importantes: a vitória (a qualquer custo e usando até de meios ilícitos - doping), o dinheiro, o sucesso, a propaganda...
    Assim, a mídia exalta exacerbadamente o campeão e deixa de lado o competidor que não conseguiu obter êxito. Paralelamente, força-o a buscar a vitória custe o que custar (até usando meios ilícitos) para se enquadrar no modelo de esporte atual, onde apenas o campeão tem valor.
    Para concluir, observa-se que, à medida que os trabalhos de abordagem teórica crítico-reflexiva sobre as relações entre mídia e as diferentes manifestações da Educação Física vão se ampliando, diversificando e aprofundando, mais visível se torna a ausência e ainda mais necessária se faz a produção de estudos que formulem e experimentem propostas metodológicas de trato pedagógico sobre o tema (...) (BETTI; PIRES, 2005, p. 287).
Reflexões
    Acredito que devemos mudar nosso pensamento e a nossa cultura social em relação ao esporte. Como querer implantar esporte de rendimento numa população como a brasileira, onde a maioria da população é pobre e se alimenta mal? Alguns podem até dizer que isso é possível para os que têm condições. Então, nesta perspectiva, o esporte se tornará excludente.
    Devemos fornecer esporte para a população, primeiramente, como promoção da saúde e do bem-estar, como uma cultura de lazer. Posteriormente, poderemos pegar as pessoas que realmente querem e/ou se destaquem para treiná-las e para competirem. Por que devemos, necessariamente, desde a infância, treinar as pessoas para competir? Esse pensamento é apenas cultural!
    O Brasil é o segundo país do mundo em cirurgia de redução de estômago (perde apenas para os EUA), isso deve-se ao fato do número de obesos estar crescendo rapidamente. Por que não aproveitamos os benefícios da atividade física para a melhoria da saúde dessas pessoas? Ou para qualquer outro tipo de doença?
    A maioria da sociedade certamente não tem capacidade para entender e refletir sobre estas questões filosóficas envolvendo o esporte e sua relação com o mundo. Então a responsabilidade desse feito é e recai sobre os professores. Estes sim, têm, ou pelo menos deveriam ter, uma formação acadêmica de qualidade e crítica onde fossem capazes de entender esta e outras realidades e propor mudanças, entendendo o esporte como fenômeno sócio-cultural e sua relação com os aspectos econômicos, políticos e sociais. E por que isso não acontece?
    Por qual motivo, com todos esses problemas, continuamos a investir e admirar uma cultura esportiva apenas voltada para o rendimento e a competição? Vamos apenas afirmar que o esporte é um fator de inclusão social e ficarmos apenas no discurso? Até quando vamos ficar com o enredo pronto e o discurso vago de que o esporte serve para melhoria da qualidade de vida, do bem-estar, redução do stress, etc, etc, etc, etc? Vamos continuar assim, sem fazer nada e fazendo de conta que não temos gravíssimos problemas sociais? Por que vamos continuar a sermos hipócritas e falar sobre uma Educação Física enquanto fazemos outra completamente diferente?

    Antes de tudo, é preciso que tenhamos pensamento crítico, que saibamos enxergar a realidade de maneira global e os vários aspectos que a influenciam. Sei que esse tema é amplo e não se esgota aqui, é preciso muitas reflexões e estudos sobre a área e, principalmente, é preciso que, nós professores, reflitamos em qual sociedade estamos inseridos e que sociedade queremos construir (ou reconstruir).

GINÁSTICA LOCALIZADA

GINÁSTICA LOCALIZADA


Histórico da Ginástica no Brasil
   A Ginástica surgiu no Rio de Janeiro a partir de 1930 com a professora Gretch Hillefild.
Em 1933, surge na Radio Sociedade Mayrink Viega o programa "comece bem o dia.."que incentiva a prática de ginástica pelo rádio.
   A Associação Cristã de Moços e a Escola de Dança de Ballet Municipal foram outras formas de alternativa de ginástica em academia que surgiram nesta época.

Evolução da Ginástica No Brasil
Década de 30 à 60
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifObjetivos: Estética e Corretivo Postural
Década de 60 à 70
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifObjetivos: estética, higiene mental e saúde física
A partir de 1980 (método Cooper)
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifObjetivos: Obtenção e manutenção da saúde, melhora do sistema cardio-vascular;
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifChega ao brasil a Ginástica Aeróbica por professores que trouxeram a técnica dos E.U.A; (os excessos e a falta de conhecimento dos professores de ginástica aeróbica acabaram por taxá-la de "lesiva")
Segunda metade da década de 80
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifsurgem estudos mais sistemáticos e fundamentados cientificamente sobre a ginástica;
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifprofessores mais preparados tecnicamente;
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifsurge o "low impact"(baixo-impacto) no entanto verifica-se que os resultados cardio-vasculares não eram tão bons quanto no alto impacto.
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifTentou-se a união dos halteres nas aulas de baixo-impacto, porém, esta criou sobrecarga nos ombros;
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifcriação do cardio-funk
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifcriação da hidroginástica
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifcriação do afro
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifcriação da ginástica Localizada
Anos 90
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gifsurge o step training com objetivos cardio-vasculares e neuromusculares;
http://www.cdof.com.br/gifs/seta_on.gif
 observa-se nesta época não haver preocupação exata com a modalidade de ginástica mas com o condicionamento físico geral levando a busca de atividades mais complexas ou que se interrelacionam sejam elas coletivas ou individuais (araújo filho, 1996)




Função dos Exercícios Localizados
   São utilizados para manter e desenvolver a força e a resistência de um determinado músculo ou grupo muscular. O principal objetivo dos exercícios localizados , sejam eles parte de uma aula de aeróbica ou uma aula completa de localizada, é melhorar a força e a resistência dos principais grupos músculares (guiseline,1994).
   Segundo Silveira Neto, o objetivo da ginástica localizada é aumentar a resistência muscular, servir de base para outras atividades físicas como a musculação e exercícios aeróbicos em geral. Permite apenas um ganho pequeno de massa muscular e não um aumento acentuado proporcionado pela muscuclação devido a peso utilizado nas aulas serem limitados.
Conceitos Básicos
Força: refere-se à capacidade dos músculos de exercer tensão .
Força de treinamento: tensão muscular indicada pelo % em relação a força máxima no decorrer do treinamento.
Contração isotônica (ou dinâmica): elementos contráteis do músculo são contraídos, os elementos elásticos não modificam seu comprimento;
Contração Isométrica (ou estática): Algumas definições -
*Há contração dos elementos contráteis do músculo, mas os elementos elásticos são estirados;
*Força capaz de ser desenvolvida durante uma tensão muscular voluntária estática;
*Desenvolvimento de força sem movimento articular aparente;
*Tipo de contração sem movimento visível articular (embora existam encurtamento de fibras).
Contração autotônica: representa uma combinação das solicitações isométrica com isotônica.
Resistência de força: a capacidade de resistência à fadiga do organismo, em caso de performance de força de longa duração(weineck, 1989); ou a capacidade do músculo de repetir movimentos idênticos durante um tempo prolongado ou manter um certo grau de tensão durante um longo período de tempo (Guiseline, 1994).
Carga (em kg): Refere-se à atual quantidade de peso levantada ou o peso utilizado, em comparação com a carga máxima que um indivíduo pode suportar em um dado exercício.
Volume(série +repetições): Refere-se à quantidade total de treino ou de trabalho realizado durante uma sessão de treinamento ou em uma aula;
Intensidade: Refere-se a quantidade de carga utilizada e o número de repetições completas em cada carga. Treinamento de Baixa intensidade é caracterizado pela "carga baixo e alto número de repetições. Treinamento de alta intensidade utiliza carga alta e poucas repetições.
Frequência: Cada grupo muscular deve ser exercitado um mínimo 2v. mas , geralmente não mais que 3 vezes por semana. Existe um consenso geral na literatura, que treinar menos do que 2 vezes por semana irá produzir poucas mudanças, comparado com a frequência maior de treinamento.
Benefícios da Ginástica Localizada
*Melhorar a postura: Se alguns músculos são relativamente fracos, comparados a outros, a postura tende a se modificar. Isto pode ocorrer pelas atividades diárias, por treinamento inadequado - algumas pessoas treinam o corpo de forma desequilibrada, fortalecendo excessivamente alguns músculos e negligenciando outros. Um bom exemplo ocorre quando os músculos da região lombar são muito mais fortes que os abdominais. Este desequilíbrio pode gerar problemas na região lombar ou protuberância no abdômem.
*Ajudar a reduzir os riscos de lesões e realizar as tarefas diárias: Os músculos estando fortes, protegem os tendões e ligamentos, principalmente quando são submetidos a situações estressantes. Por outro lado, os músculos fracos são mais suscetíveis a lesões. As atividades normais do dia-a-dia como carregar filhos, fazer compras, praticar esportes e outras ficam mais fáceis, alegres e seguras com os músculos preparados .
*Massa muscular magra adequada: É importane lembrar que o tecido muscular é um dos principais responsáveis pela queima de calorias nas dietas, o corpo, por uma série de mecanismos, se direciona a preservar a gordura corporal o mais que pode, inclusive para usá-la como último recurso. Por isso em dietas hipocalóricas sem atividades físicas , o corpo tende a consumir a massa muscular magra como fonte energética . Mas estudos comprovam que a diminuição de tecidos musculares não ocorre se a dieta é acompanhada de exercícios localizados e principalmente, com utilização de pesos. Desta forma a massa magra é preservada e consequentemente mais gordura é perdida .
Com a prática da G. Localizada o indivíduo também obtém benefícios devido o aumento de força e resistência muscular, como:
*Aprimoramento da capacidade física;
*Melhora da saúde;
*Melhor disposição física ;
*Bem-estar emocional;
*Melhora da auto-estima;
*Emagrecimento.
Força Muscular
Pode se manifestar de 2 formas :
* dinâmica e estática
Dinâmica: ocorre quando há encurtamento das fibras musculares, provocando uma aproximação e afastamento dos segmentos (extremidades do músculo).Nesta forma observa-se sempre um movimento.
A força dinâmica é realizada de duas maneiras:
1) Força Concêntrica: quando ela é maior do que a sobrecarga do movimento,
2) Força Excêntrica : Quando ela é menor que a resistência oferecida, então em um pequeno momento há um alongamento do músculo quando ele se contrai. Caracteríza-se por quase todos os movimentos de volta à posição inicial, quando se faz resistindo.
Tanto a concêntrica como excêntrica são capazes de exercer grande grau de tensão em um movimento.
Estática: Não existe encurtamento das fibras musculares (contração isométrica) não havendo, assim, movimento. É quando no meio do exercício paramos e mantemos a posição. A musculatura está em trabalho estático.
Resistência Muscular
Quando um movimento exigir, para a sua realização, a participação de menos de 1/6 a 1/7 do total da musculatura esquelética , ele é localizado, pois, depende primeiramente do metabolismo local. Se o movimento for realizado várias vezes ou durante um tempo prolongado, ele solicita a capacidade motora conhecida como resistência muscular localizada.
Esse tipo de resistência pode se manifestar , utilizando ambas as fontes de energia, aeróbica e anaeróbica e ainda pode ser dinâmica e estática para ambas.
Tipo
Carga (movimento)
Resistência Muscular Localizada Aeróbica
abaixo de 20-30% da força máxima do músculo
Resistência Muscular Localizada Anaeróbica
50% ou mais da força máxima do músculo
Movimentos que exigem de 30 a 50% da força máxima de um músculo requerem as duas fontes energéticas , aeróbica e anaeróbica

Resistência Muscular Localizada Aeróbica
Dinâmica: É exigida quando um trabalho dinâmico com grupos musculares de tamanho pequeno ou médio-por exemplo, de um braço ou perna - é executado de forma aeróbica (hollmann, 1980). Através de um treinamento específico esta capacidade é melhorada de 100 até 1000%.
Estática: É quando a força de contração de um pequeno grupo muscular não alcançar 15% da força máxima isométrica, então a circulação local do músculo em trabalho ainda não está prejudicada. Deste modo, a necessidade de energia pode ser preenchida de forma oxidativa.
Resistência Muscular Localizada Anaeróbica
Dinâmica: É exigida quando é executado um trabalho dinâmico, com grupos musculares pequenos e médios - menos de 1/6 a 1/7 da massa muscular total- contra a resistência, que seja de 50% a 70% ou mais da força estática máxima. A sua taxa de treinabilidade está em cerca de 35%
Estática: pode ocorrer em duas formas de trabalho:
1) no trabalho de sustentação de um epso de mais de 15% da força máxima de trabalho;
2) na contração com mais de 50% da força isométrica , onde a duração da carga estática é tão longa que a participação do trabalho dinâmico pode ser desprezado.
Nas aulas de ginástica Localizada, os exercícios são realizados de forma dinâmica enfatizando, portanto, o desenvolvimento das capacidades de Resistência Muscular Localizada dinâmica Anaeróbica e Aeróbica e da força muscular dinâmica.
Aspectos importantes na elaboração da aula
Na elaboração de uma aula de Ginástica localizada deve-se levar em conta:
*Nível de aptidão inicial e faixa etáriados praticantes;
*Métodos de treinamento (sistemas energéticos que se quer alcançar, série de exercícios e número de exercícios por grupo muscular);
*Recursos materiais (equipamentos);
*Música (velocidade e rítmo )
Para melhorar e alcançar objetivos propostos pela aula, o professor deve recorrer a estímulos de cargas apropriadas que no conjunto da aula caracteriza a carga total do trabalho. Deve-se levar em conta:
*Intensidade do estímulo (carga)
*Densidade dos estímulos (esforço/pausa - entre as partes da aula : ativo e passivo e entre as aulas)
*Duração do estímulo (tempo)
*Amplitude do estímulo (volume - repetições e séries)
*Frequência do estímulo (por semana)
É possível trabalhar com orientação individual numa aula coletiva desde que se conheça previamente as capacidades individuais através da avaliação física e de testes específicos e tendo os recursos necessários.
Gasto Calórico com a Ginástica Localizada
Para calcular o gasto calórico durante a aula, faça a operação abaixo:
(aula vigorosa) 6 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
(aula leve)3 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
OBS: estes valores podem oscilar de acordo com a vigorosidade da aula e tipos de exercícios empregados.

Exemplo de uma aula de objetivo Hipertrofia
Alunos de nível II e III
1) os exercícios devem ser feitos com poucas repetições (6-12 por grupamentos musculares);
2) São recomendadas mais de 3 séries por grupamento muscular (3-5)
3) Carga: Trabalho qualitativo (com aumentos de intensidade) de 60% a 95% da força máxima do músculo;
4) Materiais: caneleiras e halteres ;
5) Intervalos de recuperação quase total ou total ( 1/1);
6)Método de treinamento : alternado por segmento ;
7)Número reduzido de grupamentos musculares.
Exemplo de uma aula de objetivo Resistência
Alunos de nível I
1) Exercícios com várias repetições ( mais de 20 , 30- 40);
2) Trabalho qualitativo (com aumentos de volume - repetições e séries) ;
3) Recursos materiais : Caneleiras/halteres/step
4) Executar exercícios variados que trabalhem o mesmo grupamento sem descanso ou exercícios com muita repetição;
5) Método de treinamento: Localizado por articulação.
6) Intensidade baixa: de 70% a 80% da Força máxima muscular.
Sobre a Força Muscular e Resistência Muscular
   Vários estudos sugerem que uma melhora na força muscular também produzirá melhoras moderadas na resistência muscular . Contudo. Exercicios que aumentam a resistência muscular localizada não são efetivos para melhorar a força muscular.
   Muitas pessoas fazem centenas de abdominais diariamente e assim mesmo têm os músculos abdominais fracos. Com essa informação fica claro que é preciso programar exercícios para aumentar a força muscular (menos repetições com mais sobrecarga) e exercícios para melhorar a resistência muscular (mais repetições com menor carga).
    Para melhorar a força muscular é preciso executar exercícios com maior sobrecarga e menores repetições (até 15 ou menos ) . Para isso , devem-se usar repetições mais lentas, exercícios com maior amplitude de movimentos , variações mais dificeis, manutenção da posição, além da utilização de resistência externa, tais como pesos livres,barras, caneleira, elástico , etc. Ao contrário , para RML é necessário diminuir a carga e executar um elevado número de repetições.
   O treinamento dessas capacidades - RML e força ocorre na medida em que é utilizado o princípio da sobrecarga, de forma correta e com exercícios específicos.
   A sobrecarga apropriada para cada aluno depende da utilização das seguintes variáveis:INTENSIDADE, DURAÇÃO E FREQUÊNCIA. É importante que todos os programas para obtenção de ambos os objetivos sejam baseados na obtenção gradativa do ganho de força.
   O desafio é elaborar um programa de exercícios para que o músculo seja fatigado e adquira força ou resistência de acordo com o número de repetições .
Ao decidir enfatizar força sobre a resistência, deve-se considerar alguns procedimentos:
* Nos exercícios isométricos, o uso de pesos pode não ser recomendado para idosos, gestantes e hipertensos.
*Alunos treinados, devem utilizar exercícios de alta intensidade (criada no músculo decorrente da mudança de velocidade , do ângulo , tipo de contração ou do peso utilizado )
Princípio da Sobrecarga
Variável
Características
Frequência
Treinar os exercícios localizados de 3-5 vezes por semana. Cada grupo muscular no mínimo 2-3 vezes por semana
Intensidade
Utilizar cargas que variam de 45% a 90% da força máxima de acordo com o objetivo
Duração
Número de repetições : 7-40 de acordo com a capacidade física e objetivo da aula
Relação entre capacidade, % de carga, intervalo de recuperação, repetições e ritmo. (modelo de Michael Yessis, PhD - M&F magazine - 1992)
CAPACIDADE
% carga máxima
Intervalo de recuperação
Repetições
Ritmo
1. Resistência Muscular e cardiorespiratória
-45%
30 s
+35
rápido
2. Resistência Muscular com pouca força e massa
45- 50%
30-45 s
26-35
rápido
3. Alguma massa muscular com pouca força
50-65%
45 s-1min
16-25
moderado/rápido
4. Massa muscular com força
70-80%
1-1,5 min
10-15
moderado
5. Força e massa muscular possivelmente iguais
80-90%
1,5-2 min
7-12
lento/moderado
6. Força e alguma massa muscular
90-95%
2-3 min
4-6
lento
7. Força pura, pouca ou nenhuma massa muscular
95-100%
3-5 min
1-3
lento

Obs: Os objetivos 6 e 7 não são trabalhados na Ginástica Localizada por falta de segurança e suporte para cargas altas, somente sendo trabalhadas na musculação. As séries e cargas dependem diretamente do nível de treinamento da turma ou aluno.
 


ANATOMIA

Anatomia do Sistema Circulatório

            Sístole – contração dos ventrículos (lenta). Os ventrículos têm células isoladas que contraem independentemente. Seu potencial de repouso não é constante, decai.
             Diástole – abertura (relaxamento) dos ventrículos (rápida).
            Bulhas – fechamento das válvulas cardíacas (responsável pelo som do batimento cardíaco).





            Morfologia de artérias, veias e vasos linfáticos
            Artérias – suas paredes têm três camadas básicas, as maiores têm seus próprios vasos sangüíneos, são enervadas e oferecem muita resistência para o sangue. As arteríolas têm menor diâmetro de luz para maior quantidade de músculo liso. Elas partem do coração (estão na parte superior do corpo).
            Veias – têm três camadas básicas, mas a camada média tem menos músculos. Elas colabam (contraem) para o sangue não voltar. Oferecem pouca resistência e têm válvulas. Os capilares não têm camada média; sua ramificação aumenta e não oferece nenhuma resistência, por isso, sua pressão tende a zero (a pressão das artérias para os capilares diminui).
            O shunte artério-venoso faz anastomose (o inverso da ramificação): os vasos se unem.

            O músculo estriado cardíaco possui células uninucleadas.
            As membranas da fibra cardíaca são unidas por junções comunicantes, que são grandes canais moleculares compostos por seis monômeros da proteína conexina, e permitem a passagem de várias moléculas (menos proteínas) de até 1000 daltons: sais, açúcares, ATP, aminoácidos etc. As células ficam acopladas metabolicamente e eletricamente: o que acontecer com uma, acontecerá com as outras.
            Sincício (funcional): várias células se fundem, sem membranas as separando. São uninucleadas, mas funcionam como uma grande célula polinucleada. E despolarizam juntas, como propagações.
            O coração bate com certa autonomia; o cérebro nem outra parte do corpo é responsável pelo batimento cardíaco. Esse depende de seus nutrientes: aminoácidos, açúcares, sais, ATP,... da pressão sangüínea. Ele é ventral e está entre os pulmões.
            Batimentos normais em atletas (por minuto): 60 a 80 bpm.

             SISTEMA DE CONDUÇÃO

            As células especializadas (adaptadas) são diferentes, não têm miofibrila (sem músculo) e a despolarização ocorre em ritmos diferentes. Estão situadas na base da veia cava com átrio (nódulo sino-atrial), no nódulo sino-ventricular e no tecido de condução ventricular (feixes de condução atrial, que geram e conduzem o impulso mais rápido). Por isso, a condução acontece de cima para baixo: o impulso é gerado no átrio e passa para o ventrículo.
            Ritmo sinosal (ritmo normal) - o coração tem controle neural: nervo vago – bradicardíaco (fraco, lento); e enervação simpática – taquicardíaca (contração mais rápida).

 
 
 
 
 
 
            Morfologia de artérias, veias e vasos linfáticos

              Artérias – suas paredes têm três camadas básicas, as maiores têm seus próprios vasos sangüíneos, são enervadas e oferecem muita resistência para o sangue. As arteríolas têm menor diâmetro de luz para maior quantidade de músculo liso. Elas partem do coração (estão na parte superior do corpo).
            Veias – têm três camadas básicas, mas a camada média tem menos músculos. Elas colabam (contraem) para o sangue não voltar. Oferecem pouca resistência e têm válvulas. Os capilares não têm camada média; sua ramificação aumenta e não oferece nenhuma resistência, por isso, sua pressão tende a zero (a pressão das artérias para os capilares diminui).
            O shunte artério-venoso faz anastomose (o inverso da ramificação): os vasos se unem.

Sistema porta

            Possui duas capilarizações em série; uma no cérebro, uma no tubo digestivo: no fígado, para depuração das toxinas (filtração) – circulação porta; e uma nos rins.
            A “aspiração” do coração puxa o sangue da parte inferior do corpo.
            As veias dos braços e do abdome para baixo possuem válvulas que impedem que o sangue volte.
            Varizes – as veias têm válvulas insuficientes, e as poucas que estão funcionando retêm o sangue, provocando esse problema.
            Quanto menor for o vaso, maior número de vasos nascerão.
Para cada artéria existem duas veias, com exceção do feto e do pênis, que precisam de mais sangue oxigenado.
            O infarto é um evento esquêmico: é a falta de O2 (esquemia).